domingo, 17 de abril de 2016

NOVA LAMEGO/BURUNTUMA (CART 1742) - 02 - História da Companhia

Agradecemos a gentileza de ABEL SANTOS (ex-soldado Atirador da Cart 1742 - "Os Panteras", - Nova Lamego e Buruntuma 1967/1969), assim como ao Blogue de Luis Graça, a possibilidade de contar a História da Cart 1742 que foi elaborada por Alberto Alves, um dos Panteras, em Maio de 2007, para ser distribuída pelos camaradas presentes num dos Encontros desta Unidade.

Para nós administradores do Blogue do Bart 2857, que esteve no Sector Leste L-4, com sede em Piche de Novembro de 1968 a Outubro de 1970, é uma honra.

Assim que tomamos a responsabilidade do sector e nos instalamos, esta Companhia, sediada em Buruntuma, passou a ficar sob a responsabilidade operacional deste Batalhão.

Um dos dos objectivos deste Blogue é, não só, contar toda a actividade operacional, nesse período deste Batalhão, assim como de todas as Companhia Independentes ou unidades de Intervenção que connosco conviveu e nos ajudou a controlar o Sector em termos operacionais.
Além do mais, procuramos relatar a operacionalidade de todas as outras Unidades que, no tempo, se foram substituindo, até à independência.

Desta Companhia iremos utilizar toda a informação e actividade, uma vez que na nossa História da Unidade, como é óbvio, só temos a informação operacional enquanto esta unidade esteve connoco.

Desde já o nosso obrigado, pela informação e por toda a operacionalidade e perigos que comumente passamos nesse período. 

HISTÓRIA DA CART 1742

... Nessa medida, começaram a ser constantes as "viagens" pelas picadas ladeadas de capim alto, pelas bolanhas (terras alagadiças) ou pelo interior da mata densa, misteriosa e perigosa.
Umas vezes (a grande maioria das vezes) a caminhar, outras utilizando as viaturas, lá íamos cumprindo o nosso papel, sempre com a cautela e a atenção próprias de cada momento e a responsabilidade o exigia, mas sempre esperançados de que as coisas iriam correr pelo melhor...
A época das chuvas era a mais delicada; as vias de comunicação (picadas) ficavam alagadas e tornava muito difícil o curso das viaturas que constantemente ficavam atoladas e inviabilizavam a "picagem" dos acessos na procura de uma qualquer mina anti-carro.
A par disto, também as caminhadas se tornavam complicadas pelo efeito das chuvas e pelo alagadiço do terreno onde o capim começava a crescer.
Era necessário uma boa condição física e uma moral forte.

... Mesmo assim, o Natal de 1967 haveria de constituir já uma marca de grande amargura, na medida em que dois dos nossos companheiros tinham deixado o mundo dos vivos: o Neto, vítima de uma mina anti-pessoal quando num patrulhamento normal e já no declinar do dia preparava o local para passar a noite; e o Sousa, morto em combate na difícil e complicada operação militar feita em Sinchã Jobel em plena mata do Cantanhez, em 19 de Dezembro daquele ano de 1967.
Aqui no Cantanhez existia uma base estratégica do "inimigo", que servia de apoio às intervenções militares que operavam e era também uma base de treino político e militar.
O ataque que então fizemos a esta base não correu bem, pois de um momento para o outro fomos envolvidos e tivemos que proceder à retirada de uma situação bastante complicada e aflitiva. Ainda hoje não sei como não sofremos um maior número de baixas, pois fomos apanhados no meio de tiroteio intenso ao longo de uma bolanha que parecia não ter fim.
Para além do Sousa outros sete companheiros de outra Companhia e, de entre eles, um alferes (que festejava o seu aniversário natalício), completaram a lista e o balanço trágico de mortos, naquela que foi, talvez, a operação militar mais complicada...
Sim ...
Porque se juntarmos a isso o efeito psicológico dos que andaram perdidos e as preocupações e a ansiedade de todos quantos estiveram envolvidos nos trabalhos inerentes à sua procura e recuperação ...
... Para não comentar que alguns dos que estiveram envolvidos neste trabalho, de entre os quais o nosso capitão, caíram na zona de morte de uma emboscada que nos foi montada, mas que felizmente (não sei bem porquê) não funcionou ...
Não refeitos desta tristeza, voltaríamos a estar envolvidos numa emboscada nocturna, cujos resultados se cifraram em grande número de feridos, alguns com certa gravidade e a necessitarem de evacuação, para além de um desaparecido ...

O palco desta acção foi o Monte Siai - uma pequena elevação de terreno situada a Este de Nova Lamego - no dia 11 de Janeiro de 1968.
O dia seguinte ficaria ainda marcado pelas mortes do Major Pedras e do Furriel Miliciano de Engenharia, Jorge, vítimas de minas anti-carro e anti-pessoal. Estes dois companheiros iam fazer uma inspecção à jangada que se encontrava no rio Corubal, no destacamento do Cheche e que servia para a travessia do rio, do pessoal e das viaturas, aquando das colunas de reabastecimentos aos aquartelamentos de Béli e Madina do Boé, nas colinas do Boé.

Pitche, Pirada, Canquelifá, Cheche, Camajabá, Caium, Canjadude, Cabuca e respectivas zonas envolventes eram destinos várias vezes cumpridos em patrulhas normais, feitas a nível de um ou dois grupos de combate (cada grupo de combate era constituído por três secções de oito homens; o armamento que equipava cada grupo de combate constava de um morteiro 60, uma bazuca e uma metralhadora pesada (MG), cabendo a cada um dos elementos do grupo o transporte das respectivas granadas e fitas com projecteis para a metralhadora; além disso cada homem carregava a sua G3 e vários carregadores e, quando a situação o recomendava, mais uns sacos de munições para a respectiva arma. Quando nos percursos efectuados se usavam viaturas, estas transportavam alguns cunhetes de munições de toda a espécie).
As colunas de reabastecimento a Beli e a Madina eram sempre encaradas com grande rigidez e até preocupação. Até porque, só eram possíveis com apoio aéreo constante, feito pelos bombardeiros, vulgo T6. A zona do Boé era controlada pelo convencionado "inimigo" que ali dominava e tinha o seu Quartel General. Foi ali mesmo que o PAIGC proclamou a independência da Guiné em 23 de Setembro de 1973, doze dias depois da morte de Amilcar Cabral.
Sempre tivemos sorte, pois nunca fomos incomodados, apesar de uma das vezes a travessia do rio Corubal não ter corrido pelo melhor... e da segunda vez que fomos a Béli sofremos um enorme ataque (que nos retardou a marcha em cerca de uma hora) feito por milhares de abelhas selvagens que provocaram estragos em muitos rostos e outras partes do corpo. Houve companheiros que ficaram com a cara irreconhecível de tão inchada.
Há medida que o tempo decorria, aumentavam os níveis de ansiedade, notando-se mesmo algumas perturbações do foro psicológico, principalmente naqueles que já tinham muito mais tempo de Guiné do que nós. Na realidade a pressão da guerra e as incertezas que ela transmitia eram a causa primeira; se a isto juntarmos muitos momentos de solidão causados pela ausência da família e pela distância de casa mais o clima quente e muito húmido próprio das localidades próximas da linha do Equador, nada estranhava que acontecessem aquele tipo de perturbações mentais. Era realmente necessário ser-se forte de corpo e alma e tentar encarar todas as situações com grandes doses de fé e de esperança.
Por isso é que a hora do "correio" era sempre esperada com grande entusiasmo e alegria e, também, com alguma ansiedade, pois até nestas alturas havia a incerteza da chegada de notícias dos que nos eram mais chegados e queridos, se bem que as notícias tinham sempre algum tempo de atraso em relação aos dias em que eram recebidas.
Por isso é que ... se uns se alegravam com a chegada da carta ou do aerograma, para outros a decepção das mãos vazias pela falta de notícias era sinónimo de grande tristeza e até preocupação... Vivia-se muitas vezes, apenas e só, com o eco daquela palavra de magia: Correiiiooo...

As campanhas em África compreendiam duas situações: uma primeira destinada a uma intervenção activa, bastante operacional e por isso mesmo muito desgastante, quer física quer psicologicamente; este período ocupava os primeiros oito a nove meses. A outra situação a que vulgarmente chamávamos de descanso, permitia que as Companhias se instalassem em determinado aquartelamento e a partir daí desenvolvessem algumas operações, mais concretamente o patrulhamento da zona envolvente.
Naturalmente que esta segunda situação se tornava mais relaxante, apesar de se permanecer em constante vigília e atenção, pois sossego, sossego, não existia.
Todos ansiavam, pois, que os primeiros tempos passassem rápido e sem grandes sobressaltos.
O tempo em que permanecemos operacionais foi, de facto, muito cansativo, apesar de termos bastante sorte no que respeita a contactos com o convencionado "inimigo". Durante esse tempo tivemos duas baixas, mas sempre que éramos chamados para a intervenção, os corações batiam apressadamente pois sempre nos esperava o desconhecido e em qualquer momento podia surgir a emboscada ou a surpresa das minas anti-carro e/ou anti-pessoal.
Daí que, quando chegou a notícia e a ordem par que a Companhia se dirigisse para a sua instalação definitiva, sentíssemos um pouco mais de alívio.

NOVA LAMEGO/BURUNTUMA (CART 1742) - 01 - História da Companhia


Agradecemos a gentileza de ABEL SANTOS (ex-soldado Atirador da Cart 1742 - "Os Panteras", - Nova Lamego e Buruntuma 1967/1969), assim como ao Blogue de Luis Graça, a possibilidade de contar a História da Cart 1742 que foi elaborada por Alberto Alves, um dos Panteras, em Maio de 2007, para ser distribuída pelos camaradas presentes num dos Encontros desta Unidade.


Para nós administradores do Blogue do Bart 2857, que esteve no Sector Leste L-4, com sede em Piche de Novembro de 1968 a Outubro de 1970, é uma honra.

Assim que tomamos a responsabilidade do sector e nos instalamos, esta Companhia, sediada em Buruntuma, passou a ficar sob a responsabilidade operacional deste Batalhão.


Um dos dos objectivos deste Blogue é, não só, contar toda a actividade operacional, nesse período deste Batalhão, assim como de todas as Companhia Independentes ou unidades de Intervenção que connosco conviveu e nos ajudou a controlar o Sector em termos operacionais.


Além do mais, procuramos relatar a operacionalidade de todas as outras Unidades que, no tempo, se foram substituindo, até à independência.


Desta Companhia iremos utilizar toda a informação e actividade, uma vez que na nossa História da Unidade, como é óbvio, só temos a informação operacional enquanto esta unidade esteve connoco.


Desde já o nosso obrigado, pela informação e por toda a operacionalidade e perigos que comumente passamos nesse período. 

HISTÓRIA DA CART 1742

Tudo começou aqui ...

A cidade de Penafiel, no distrito do Porto era detentora de unidade militar denominada Regimento de Artilharia Ligeira n.º 5 (RAL 5) e ali já se encontravam duas companhias cujos soldados recebiam formação correspondente àquilo a que se chamava especialidade.

Depois da Ordem de Mobilização a formação da Companhia de Artilharia (Cart) 1742 não se fez esperar.


Corria, então, o mês de Abril de 1967 e todos sabiam que o destino  era a Província da Guiné, algures na África Equatorial ...

Uma mobilização para a Guiné significava terror, pois dizia-se na altura que a Guiné era o "Vietname Português"; logo, maior castigo para os jovens de então, não poderia haver, na medida em que o risco de regresso era uma grandeza incerta. 
Não admirava, pois, que entre nós surgissem os mais variados comentários, muito embora aceitássemos "pacificamente" a imposição do serviço militar obrigatório e tudo o que lhe estava subjacente.
Mas não admirava que assim fosse, pois a educação nacionalista a que fomos sujeitos, tanto em casa como na escola, acrescida de uma cultura ou mesmo ignorância política transformava-nos em cidadãos pouco esclarecidos e consequentemente mais submissos.

Como a maior parte dos elementos que integravam a Companhia já se encontravam em Penafiel, aos poucos foram chegando outros, designadamente Cabos Milicianos, que iriam completar os respectivos pelotões. A estes, juntaram-se igualmente os Quadros Administrativos, pessoal do sector de enfermagem, de transmissões e da cozinha.


... A princípio a "guerra" não passou de uma "brincadeira" feita nos montes que rodeavam a cidade, pese embora o interesse nas aprendizagens e o sentido de responsabilidade sobre tudo quanto respeitava a técnicas de guerra subversiva.

Por isso o mês de Maio foi intenso na preparação técnica e física e ... também ... psicológica, a ponto de muitos de nós terem escondido a data de embarque ...
Aos poucos ia-se tomando conhecimento de situações que poderiam vir a acontecer, ainda que posteriormente viéssemos a verificar que a realidade prática era bem diferente.
Fosse como fosse, também ficou comprovado " a la longue" que o que se aprendeu foi de grande utilidade.

Mas ...

Quando a vinte e dois de Julho de 1967 o navio "Timor" largou as calmas águas do rio Tejo e serenamente sulcava as profundezas e a imensidão do Atlântico, deixando para trás as lágrimas e os gritos de dor e aflição dos familiares e amigos que no cais de embarque, junto ao Tejo, se despediam da rapaziada, o pensamento já era outro e a vontade e a esperança no regresso, passou a fazer parte do dia a dia ...



Os cinco dias de viagem mostraram-nos a beleza do universo marítimo, nos variados tons de azul das águas atlânticas, da espuma de sal a flor das ondas revoltas, da variedade de peixes e nos bailados acrobáticos dos golfinhos que de quando em vez surgiam a acompanhar a rota seguida pelo navio.


Encantador, também, o azul do céu carregado de estrelas ou o entardecer coado a negro com a proximidade da noite, depois de um por do sol esplendoroso que pintava nas escuras águas do oceano uma cor forte de fogo que o horizonte absorvia com suavidade e ternura.


Encantadora foi também a visibilidade da trovoada instalada ao longe, com os raios a riscarem os céus em impressionantes ziguezagues, que se faziam reflectir na imensidão do mar, dando-lhe uma cor e uma luz de rara beleza.
Porém, nem tudo era agradável, na medida em que os soldados, instalados em piso inferior, sofriam no corpo e na alma os efeitos do balouçar do navio e também do calor e da humidade que, com o aproximar da linha do Equador, agravava a situação e tornava insuportáveis as horas e ... muito longos ... os dias ...

Para muitos, começava aqui uma vida agoniante, dolorosa, a ponto, talvez, de ainda sentirem o cheiro azedo motivado por indesposições e enjôos...


Até alguns dos bem instalados, porque mais sensíveis, sentiram na pele amargos de boca que os deixavam desfalecidos e terrivelmente agoniados e ansiosos.



Cidade desconhecida, Bissau recebeu-nos com simpatia e surpreendeu-nos com o traçado moderno das suas largas e rectilíneas e pela novidade de uma temperatura muito elevada e húmida, transmitindo-nos o característico cheiro mítico da terra africana, deixando perceber o movimento social, a alegria, a preocupação, e até alguma nostalgia da população residente.
No íntimo de cada personagem morava a certeza da guerra de guerrilha e a incerteza das suas consequências...

A cidade de Bissau acolheu-nos durante algumas semanas, durante as quais nos habituámos aos comentários que corriam pelas ruas e cafés, originados pelos que, vindos do mato iam fazendo chegar novidades; outros saíam da boca de quem nunca saiu do aconchego da cidade, mas que sabiam mais de guerra do que os operacionais. 
"Engolimos" uma mão cheia de histórias, mas apercebemos-nos da realidade que se vivia no Hospital Militar e se estendia até às câmaras da morgue...


Antecipada pela subida do rio Gebaaté Bambadinca, numa viagem incómoda, feita no escuro da madrugada, a chegada a Nova Lamego (GABÚ) marcou o início da segunda etapa da nossa presença na Guiné.

Nova Lamego situava-se no planalto de Gabú e era dos únicos (ou mesmo o único) centro urbano localizado na zona interior da província, ainda que distasse de Bafatá algumas dezenas de kilómetros. 
A população vivia essencialmente de uma agricultura de subsistência onde predominava a cultura da mandioca e da batata doce, já que a produção de arroz e amendoim era quase na sua totalidade usada como produto para exportação.


A produção de gado bovino, caprino e suíno também aparecia em quase toda a zona envolvente.
Nesta localidade estava instalado um batalhão, cujas Companhias se encontravam estacionadas nos aquartelamentos dos arredores separados por alguns kilómetros.

Para além do Batalhão, estava aquartelada em instalações próximas uma Companhia chamada de intervenção em regra uma Companhia independente que, sem pertencer ao Batalhão, a ele era agregada para operar em toda a zona).

Dizia-se na altura que o PAIGC tinha como objectivo dominar o Norte e Leste da província, pelo que Nova Lamego era um dos pontos operacionais de risco, mas estratégicamenre muito importante.

Não causava admiração, por isso, que o "inimigo" flagelasse com alguma assiduidade os aquartelamentos onde estavam estacionadas as Companhias pertencentes ao referido Batalhão.

Chegados a Nova Lamego, logo deparámos com o edifício principal onde estavam instalados os Serviços de Administração Local e também a Polícia Administrativa (Cipaios), referenciados pela sua farda de cor amarelo-torrado.

... Outros edifícios sobressaiam, como aquele onde se instalava parte de um Batalhão Militar e ainda aqueles que foram destinados à nossa Companhia.


Em Nova Lamego havia algumas casas de comércio, exploradas, sobretudo, por libaneses, portugueses da Metrópole e naturais da Guiné. 


A venda de roupa, serviços de alfaiataria e
costura era a nota predominante, se bem que a venda de bebidas (café) fosse trabalho para uns quantos.

Juntava-se a isto um mercado típico, onde as pessoas compravam, sobretudo, produtos agrícolas.

Embora se notasse a existência de casas idênticas às de qualquer parte do mundo, a predominância eram as habitações indígenas que por cá se chamavam "Tabancas", que eram construções de forma cónica, encimadas por capim que lhes servia de tecto e telhado.

Sem dúvida que Nova Lamego era um centro de comércio onde afluía muita gente mesmo vinda do Senegal e da República da Guiné (Conacri)


Como Companhia Independente, a nossa presença em Nova Lamego era a de Companhia de Intervenção; o que na prática significava total disponibilidade para o envolvimento em patrulhamentos, operações militares de pequena ou grande envergadura, apoio a outras Companhias instaladas nas redondezas e quaisquer outros serviços que fossem solicitados ...
Fazíamos, por isso, um trabalho de vigilância contínua e permanente da zona ...

Todos os direitos reservados dos autores  Texto e fotos "História da Cart 1742"

quarta-feira, 13 de abril de 2016

CANQUELIFÁ (CCAV 2748) – Parte 2 – Actividade Operacional em Setembro de 1970

ACTIVIDADE OPERACIONAL
Em 05SET70 – dois Grupos de combate da CCAV 2748 reforçados com duas Secções do PEL MIL 267, desenvolve a Acção «MÉRTOLA» na região do RIO PÁDUA – SINCHÃ JIDE – MADINA UOLOTO. Não houve qualquer contacto nem vestígios IN.

Em 10SET70 – CANQUELIFÁ foi visitado por Suas Exªs o Comandante Chefe Adjunto e o Comandante do CAOP 2, que debateram com o Comando deste BCAV assuntos de maior interesse.

Em 10SET70 – inicia-se a Acção «MEDRONHO» levada a efeito por um Grupo de combate da CCAV 2748 reforçada com uma Secção do PEL MIL 267, patrulhamento na região do RIO PÁDUA – RIO PAINDI – RIO SANIEL – RIO CUNDICÓ – CANQUELIFÁ. Não há qualquer apontamento digno de se assinalar.

Em 16SET70 – na região de PIAI desenrola-se a Operação «BOA PAULADA» intervindo nela dois Grupos de combate da CCAV 2748 reforçados com duas Secções do PEL MIL 267. Em 17SET70 terminou a Operação, sem vestígios nem contactos com o IN.

Em 22SET70 – na região de CAMPÃ – MUDO – MARCO 60 – SINCHÃ COI – RIO UNCULÉ – CANQUELIFÁ, tem início a Operação «BELA PRENDA» intervindo nela dois Grupos de combate da CCAV 2748. Em 24SET70 terminou a Operação tendo sido encontrado, entre CANTIRE e RIO CANCONDO, um par de botas ensanguentado, um cunhete de granadas de Canhão S/R e ampolas de Coramina.

Em 25SET70 – um Grupo de combate da CCAV 2748, reforçado com uma Secção do PEL MIL 267, patrulha RIO PÁDUA – RIO CANCONDO – RIO MANPUDUGUÉ, onde montaram armadilhas. No RIO CANCONDO foi encontrado, debaixo de um monte de areia, um par de botas com sangue e dois cadáveres IN que deviam pertencer ao Grupo que flagelou CANQUELIFÁ.

Em 29SET70 – na região CANQUELIFÁ – NHUNHANCA – ANCACHAUA – NIFI, decorre a Operação «BESOURO POP», tomando parte nela dois Grupos de combate da CCAV 2748 reforçados com duas Secções do PEL MIL 267. Em 02OUT70 terminou a Operação, não tendo sido notados vestígios do IN.

sábado, 14 de setembro de 2013

43.º ANIVERSÁRIO DO REGRESSO DA GUINÉ DO BART 2857

NO PRÓXIMO DIA 5 DE OUTUBRO, PELAS 11 HORAS FAR-SE-Á, NO LOCAL DO CONVÍVIO, - QUINTA DOS COMPADRES, EM VISEU, A CONCENTRAÇÃO PARA A CONFRATERNIZAÇÃO DO BART. 2857, DO 43.º ANIVERSÁRIO DO REGRESSO DA GUINÉ.

Como nos anos anteriores, a tua presença é essencial e contamos contigo, acompanhado da tua família.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


CAMARADAS E AMIGOS
DO BATALHÃO DE ARTILHARIA N.º 2857 GUINÉ 1968 A 1970

No próximo dia 13 de Outubro de 2012 irá realizar-se o 42.º Aniversário da nossa chegada da Guiné.

Este ano por coincidência irá casar o dia do casar o dia do Convívio com o dia da chegada, dia 13 de Outubro de 1970.
Portanto, por todas as razões temos que comparecer. Da mesma forma como tem acontecido em anos anteriores.
Este ano, julgo que será mais atractivo devido à forma de o mesmo se realizar subindo o Rio Douro a bordo de um barco e, o Almoço/Convívio se realizar a bordo.

Mais uma vez vamos poder voltar a confraternizar com todos os nossos amigos e camaradas que, pelo menos, desde o ano passado, não os vimos e, dar aquele abraço de grande amizade e solidariedade.

Como sabemos os tempos das nossas vidas não estão por forma a podermos gastar muito dinheiro, mas estou certo que iremos fazer um sacrifício e darmos aquele abraço e estarmos juntos mais uma ano.

Obrigados a Todos.
Todos a Vila Nova de Gaia

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

P6–CONVÍVIO DO BART 2857–15 DE OUTUBRO DE 2011


CONFRATENIZAÇÃO
41.º ANIVERSÁRIO
REGRESSO DA GUINÉ PARA PENAFIEL BART 2857
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Camaradas e amigos do Batalhão de Artilharia 2857, mais um ano se passou e, de novo, vamos procurar que nos reunamos no maior número possível, pois embora não por muitas horas, mas as suficientes para que matemos as saudades e revivamos a amizade e sã camaradagem com que tão longe nas Terras da Guiné nos anos de 1968 a 1970 vivemos.

Em Bajocunda, Piche, Canquelifá, nos destacamentos e tabancas ordenadas, saboreámos horas de alegria mas igualmente horas de aflição, ora através de flagelações, emboscadas, patrulhamentos e colunas.


Para além de um dia de reencontros ou encontros e de imensa cavaqueira não podemos esquecer todos aqueles que tiveram o encontro com a morte e não nos puderam acompanhar no regresso mas, que hoje, continuando nos nossos corações e nas nossas memórias se encontram conjuntamente a festejar, mas em espírito, lá no alto, onde um dia vamos estar de novo juntos.


Igualmente estarão presentes aqueles que, embora tivessem regressado, mas da lei da vida se foram libertando e repousam igualmente no mesmo local.
Todos os que puderem vamos estar presentes: - VAMOS TODOS A VIANA.


Um abraço de amizade e de solidariedade para todos aqueles que por uma razão ou outra não podem estar presentes.

VIVA O BART 2857! VIVA PORTUGAL!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

11.º ENCONTRO DA CART 3332 – Sábado 06 de Agosto de 2011

A GUERRA NUNCA ACABA PARA QUEM SE BATEU EM COMBATE

A guerra nunca acaba para quem se bateu em combate."
Para anunciar todas as actividades que se relacionem com a Guerra Colonial - Relatos do Passado - Notícias do Presente - Eventos do Futuro - Adicionando a imagem à notícia.
Queremos que o Blogue criado seja de todos aqueles que no seu íntimo, continuam a ter a Guerra no seu espírito e nos seus corações, porque :" A GUERRA NUNCA ACABA PARA QUEM SE BATEU EM COMBATE"

Sábado, 6 de Agosto de 2011

11.º ENCONTRO DA CART 3332 – SÁBADO 06 DE AGOSTO DE 2011

06 DE AGOSTO DE 2011 LOMAR BRAGA A CART 3332 NO SEU 11º ENCONTRO ANUAL HONRA O SEU 8º ELEMENTO TOMBADO EM COMBATE NA PROVÍNCIA DA GUINÉ.
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Benvindos à Eucaristia, em honra dos mortos em combate da CART 3332, e a todos os restantes, que no entanto, após feliz regresso, faleceram.Na imagem o oficiante. e garbosos militares, do Regimento de Cavalaria 6,de Braga

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Honra ao Soldado Condutor; A.R. FRANCISCO DE OLIVEIRA FERREIRA, na Igreja Paroquial de Lomar, sua terra natal,que tombou heroicamente, mais 3 camaradas, em combate, na província da Guiné.
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Momento de grande elevação no momento da consagração. Em apresentando armas.
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Momento mágico. O toque do clarim entoa emotivamente no templo
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Parcial da assembleia que não quis deixar de estar presente na Eucaristia.
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Todos na foto de "família" Combatentes, familiares, amigos e ainda, a imagem do Soldado Francisco de Oliveira Ferreira. A homenagem póstuma sentida.
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Momento alto no toque aos mortos pela força do RC6 de Braga
Estava cumprida a nossa missão. Seguia -se o tão ansiado Almoço
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Eis um parcial da rapaziada da CART 3332, aqui, já a fazer conta aos dias que faltam para voltar a reunir para o ano. Desta vez, no RAP 2 ( hoje RA 5 ), Vila Nova de Gaia .Sábado 04 de Agosto 2012
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E para voltar a reunir, nada como o doce sabor de um bem decorado e excelente bolo.
Para o ano, por certo que há mais.
Saudações a todos..

terça-feira, 19 de julho de 2011

CART 3332 - 11.º CONVÍVIO DA COMPANHIA

11.º ENCONTRO DOS EX-COMBATENTES

COMPANHIA DE ARTILHARIA N.º 3332



Caros amigos da CART 3332, pessoal rijo das campanhas de PICHE e outros locais, vamos todos para mais uma Operação, difícil também, dar cabo da saudade e da comidinha; parece que já não têm genica para limpar todas as iguarias.



Todos presentes, pois para o ano pode já não dar; amigos a vida é curta e não vamos cá estar o tempo todo.



Parece que já lhe estou a tomar o gosto. Não temos muito tempo para estarmos juntos e enquanto conversamos toca a meter para dentro; e mais um abraço e mais um verde. Tem que ser, a saudade é muita e quem nos dera termos aquela idade, que já não volta.



Amigos quero toda a malta presente, mulher, filhos, netos.




sexta-feira, 22 de abril de 2011

PÁSCOA DE 2011

BATALHÃO DE ARTILHARIA 2857

GUINÉ  1968  a   1970

BOAS FESTAS

PÁSCOA FELIZ DE 2011

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Folar da Páscoa

Boas festas e uma PÁSCOA FELIZ em 2011 a todos os combatentes deste Batalhão, extensivo a todos os seus familiares e amigos.

Igualmente para todos aqueles das outras unidades que nos acompanharam.

Muita alegria e saúde em ambiente familiar.
Todos os mal entendidos e querelas as deixemos às nossas portas.
Lembremos-nos de todos que connosco conviveram, embora hoje já não estejam entre nós.
Estarão certamente bem e em Paz, onde estiverem

São os votos do Blogue do Bart 2857, que lá continua devagarinho mas que o havemos de engrossar, com a vossa colaboração

Um abraço de saudade e solidário para todos

 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PIRADA (3.ª CCAV/BCAV 8323) – Parte 1 – Actividade Operacional durante mês Dezembro de 1973


BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 8323/73
3.ª COMPANHIA
Fernando_Manuel_Belo-1 img1751 Fernando_Manuel_Belo-2
Fernando Manuel de Oliveira Belo, ex-Soldado Condutor da 3.ª CCAV/BCAV 8323, Pirada, 1973/74,
INTRODUÇÃO
«Fernando Manuel de Oliveira Belo, natural do Concelho da Murtosa, Distrito de Aveiro, mas casei em Esmoriz.
Fui condutor da 3.ª CCAV/BCAV 8323 destacamento em Pirada, Guiné. A 1.ª Companhia foi para Bajocunda e a 3.ª para Paunca e Buruntuma. Embarcámos no Niassa a 22 de Setembro de 1973 e acabamos a comissão a 12 de Setembro de 1974

FB-3 No RI 6 no PORTO

LOCALIZAÇÃO DAS UNIDADES
Cmd e CCS/BCav 8323/73, em Pirada;
3.ª CCav/BCav 8323/73, em Pirada;
8.º Pel Art.ª 10,5 cm, em Pirada;
1 Grupo combate da 1.ª CCav/BCav 8323/73, em Sissaucunda;
Pel Mil 345, em Tabassi;
Pel Mil 376, em Daabugu;
Pel Mil 377, em Golere
 Direitos Reservados de Texto © História da Unidade BCav 8323
FB-1 Vista aérea de PIRADA

ACTIVIDADE OPERACIONAL

Em 0308:15Dez73Grupo IN de cerca de 30 elementos armados atacou 2 civis na ponte sobre Rio Mael Jaubé, que raptou e levou para a República do Senegal.
Os civis regressaram a Pirada em 0313:30Dez73, tendo IN roubado a motoreta a um deles.

Em 1207:35Dez73 O Pel Mil 345 de Tabassi deslocou-se ao Posto Clínico de Bajocunda a fim de alguns elementos serem vacionados.
Quando o Pel Mil 345 se deslocava no itinerário Tabassi – Bajocunda procedendo à picagem do mesmo, uma carroça conduzida por um elemento da população adiantou-se à picagem e accionou uma MACAR em (Pirada 5-I5-65) a cerca de 1km de Bajocunda.
A referida mina encontrava-se colocada no rodado do lado direito da picada o que faz crer que se destinava a ser accionada por qualquer viatura das NT.
A explosão causou a morte imediata do condutor da carroça e ferimentos ligeiros em dois elementos do Pel Mil 345 que seguiam mais próximos:
    • ADELAI JAU, Soldado do Pel Mil 345
    • BASSIRO JAMANCA, Soldado do Pel Mil 345.
No reconhecimento do local, efectuado por um Grupo de Combate da 1.ª CCav/BCav 8323 encontraram-se os trilhos de possível aproximação e retirada do Grupo IN bem como o local onde o mesmo permaneceu estimando-se com cerca de 50 elementos.
 Textos © História da Unidade BCav 8323/73
Em13Dez73 -
«A 13 de Dezembro de 1973, era para ir numa coluna a Bajocunda, na qual à ultima hora, foi outro condutor em meu lugar, não sei qual foi a razão!
Sei apenas que passado pouco tempo depois da coluna ter saído, se ouviu uma enorme explosão em Pirada.
A coluna voltou para trás, mas já com os restos mortais do sapador da CCS, o Soldado Fernando Carlos de Almeida.
A picada era um campo de minas, o Fernando já tinha levantado quatro minas anti-carro, à quinta, sem o saber, estava pisar uma anti-pessoal, e já sabes o que aconteceu».
Texto e Fotos : © Fernando Manuel de Oliveira Belo. Direitos reservados

domingo, 9 de janeiro de 2011

BLOGUE BATALHÃO DE ARTILHARIA N.º 2857


B L O G U E
BATALHÃO DE ARTILHARIA N.º  2857
CCS, CART 2438, CART 2439, CART 2440

No dia 28 de Dezembro de 2009, anunciávamos que íamos iniciar o Blogue do Bart 2857, que contaria, com a publicação e, sempre que possível, documentada com fotografias ou quaisquer outros documentos que a melhorassem, a Actividade Operacional das Unidades que compunham o mesmo, assim como das restantes Unidades, que conjuntamente connosco, nos mesmo locais, quer Aquartelamentos, quer Destacamentos, quer Tabancas em Auto-Defesa, ou em Operações fora do nosso Sector, nos auxiliaram na difícil tarefa de cumprir a missão que nos foi determinada, entre Novembro de 1968 e Outubro de 1970, no SECTOR L - 4, Leste da Guiné.

Afirmamos, também, que publicaríamos a Actividade Operacional, de todas as outras Unidades que, desde a data final da nossa missão, nos renderam e, sucessivamente, se foram rendendo, até à Independência da Guiné-Bissau, nos mesmos locais onde outrora foram da nossa responsabilidade e missão.

Hoje, dia 9 de Janeiro de 2011, é um dia importante, pois o Blogue atinge o número de 10.000 visitas

Para nós, excepcional, pois tínhamos alguma ansiedade em saber da sua aceitação.
Serve, igualmente, para agradecermos a todos, sem exceção, ora sendo camaradas pertencentes às unidades do BART 2857, quer camaradas de outras unidades e, ainda, àqueles, seja por simples curiosidade, seja por interesse em conhecer o que se passou nesse período, a gentileza da vossa visita desde Portugal e até de países dos cinco cantos do Mundo.

Lamentamos, e reconhecemos que ainda não existe um desenvolvimento do que nos propusemos fazer, efetivamente, é verdade; por outro lado, estamos tristes por ainda não se ter proporcionado a expectativa que supúnhamos viesse a ter, por parte dos integrantes do BART 2857, com a sua colaboração maciça, fosse através de fotografias, documentos ou, dos seus próprios relatos vividos, e que os nos enviariam, não só para os publicar, como para fazer recordar a todos aqueles que os viveram. 

Continuamos a aguardar essa tão preciosa colaboração, seja por que forma for: - através da internet, através do correio, por mão própria, através de amigos. 
Não deixem que sejam outros a contar os vossos momentos atribulados, as flagelações, as operações, os patrulhamentos, as colunas de reabastecimentos.

Temos durante este mês a promessa de colaboração de alguns camaradas, que nos vão entregar fotografias, como exemplo da Cart 2440 e da CCS.

Mas da Cart 2439 e da Cart 2438 quem se vai propor a colaborar?. 
Estamos completamente sem quaisquer dados. 
Quereis que se publique somente os textos das vossas Actividades Operacionais, sem fotografias ou outros documentos que relevem esses momentos?!. 
Julgo que não. 
Desde já agradecemos a inestimável colaboração que se proponham fazer.
Contactos:

Emails: joaomaria.pereiradacosta@gmail.com

TLM :  00351 96 896 46 57
TLF:    00351 21 390 46 87
Endereço:  João Maria Pereira da Costa
                   Calçada da Estrela, 121 – 1.º Esq.
                    1200 – 662  LISBOA

No próprio Blogue existem outros Email de Administradores de França, para onde podem enviar ou contactar.

O NOSSO GRANDE OBRIGADO
UM ABRAÇO DE SOLIDARIEDADE
O ADMINISTRADOR E EDITOR

Pereira da Costa, Fur. Mil. Oper Info (CIOE68) – CCS/Bart 2857 – PICHE            

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DA UNIDADE BATALHÃO ARTILHARIA 2857 (Parte II)–Mobilização, Composição e Deslocamento para o C.T.I. da Guiné. CART 2440 (2)


BATALHÃO DE ARTILHARIA N.º 2857
COMPANHIA DE ARTILHARIA N.º 2440
2440_thumb2
OFICIAIS E SARGENTOS
  • Carlos Manuel P. da Costa,   Cap. Mil.     Comandante de Companhia
  • Américo R. da Silva,              Alf, Mil.       Comandante de Pelotão
  • Quintino G. Monteiro,           Alf. Mil.       Comandante de Pelotão
  • Augusto M. F. Robalo,           Alf. Mil        Comandante de Pelotão
  • José Carlos C. Santos,           Alf. Mil.       Médico
  • João António Trabulo,          2.º Sarg.        1.º Sargento da Companhia
  • Francisco M. A. Rosário,      2.º Sarg.        Enfermeiro
  • Amândio S. Nunes,                Fur Art.         Anti-Aérea
  • António M. M. Cipriano,      Fur. Mil        Armas Pesadas
  • Manuel António Fernandes, Fur. Mil.       Oper. Especiais
  • Joaquim Trindade,                Fur. Mil.       Vaguemestre
  • Ismael G. P. da Silva,             Fur. Mil.       Atirador
  • Francisco da S. V. Pereira,    Fur. Mil.       Atirador
  • Henrique Luís E. Bairrão,    Fur. Mil.       Atirador
  • Carlos M. da S. G.Vieira,      Fur. Mil.      Minas e Armadilhas
  • José D. Santinho dos Santos, Fur. Mil.     Transmissões
  • Miguel Trindade Meneses,     Fur. Mil.     Minas e Armadilhas
  • Manuel de J. B. Aleixo,          Fur. Mil      Atirador
  • Fernando J. T. Pontes,           Fur. Mil      Minas e Armadilhas
  • Edgar M. A. da Mata,            Fur. Mil.     Atirador
  • Mário F. Acúrsio,                    Fur. Mil.    Mec. Auto Roda
PRAÇAS
  • Aires D. Leitão,                                   1.º Cabo – Radiotelegrafista
  • João A. D. Prudêncio,                         1.º Cabo - Op. Cripto
  • José M. S. Santos,                                1.º Cabo – Mec. Auto-Rodas
  • Alexandre A. P. Nunes,                       1.º Cabo    C.A.R.
  • Vasco Augusto Domingues,                1.º Cabo    Mec. Auto Rodas
  • António Simões de Oliveira,               1.º Cabo    Atirador
  • João Henrique L. Candeias,               1.º Cabo    Aux. Enfermeiro
  • Joaquim Manuel Nunes,                     1.º Cabo    Aux. Enfermeiro
  • Joaquim Ramos Martins,                   1.º Cabo     Aux. Enfermeiro
  • António Luís L. dos Reis,                   1.º Cabo     Atirador
  • António Silva Alves,                            1.º Cabo     Atirador
  • Aníbal Alves Carreira,                        1.º Cabo    Atirador
  • Augusto Oliveira Gomes,                    1.º Cabo    Atirador
  • José de Jesus Seco,                               1.º Cabo    Atirador
  • Amândio Mesquita Fernandes,          1.º Cabo    Transmissões
  • Manuel António S. Antunes,               1.º Cabo    Atirador
  • Albertino de Carvalho,                        1.º Cabo    Atirador
  • Alberto da Silva Teixeira,                    1.º Cabo    Reab. Mat. Auto
  • António Pinto Vieira,                           1.º Cabo    Atirador
  • Alberto Sousa Cardoso,                       1.º Cabo    Atirador
  • Manuel J. P. Correia,                           1.º Cabo    Atirador
  • António L. F. Carvalho,                       1.º Cabo    Atirador
  • Álvaro Barreira Gomes,                      1.º Cabo    Atirador
  • José da Silva,                                        1.º Cabo    Atirador
  • Arlindo Machado Pereira,                  1.º Cabo    Atirador
  • Manuel Rodrigues Oliveira,               1.º Cabo    Atirador
  • Fernando D. L. Ramos,                       1.º Cabo    Atirador
  • Agostinho G. da Silva,                         1.º Cabo    Atirador
  • Manuel Valente Miranda,                   1.º Cabo    Atirador
  • Joaquim S. G. Rodrigues,                   1.º Cabo    Atirador
  • João Machado Lameira,                     1.º Cabo    Atirador
  • Francisco G. da Silva,                         1.º Cabo    Cozinheiro
  • Manuel Carlos Pereira,                      1.º Cabo    Escriturário
  • Carlos Dias,                                          Sold.         Básico
  • José Ribeiro Martins,                          Sold.         Atirador
  • Henrique G. C. Salvador,                    Sold.        C.A.R.
  • Celso Pereira Faria,                             Sold.        C.A.R.
  • Felix da Silva,                                       Sold.        C.A.R.
  • José Freire de Sousa,                           Sold.        C.A.R.
  • Manuel F. M. Ferreira,                        Sold.       C.A.R.
  • José A. de S.S. Lima,                            Sold.       C.A.R.
  • Arlindo A. S. de Jesus,                          Sold.      C.A.R.
  • José dos S. Crispim,                              Sold.      C.A.R.
  • Jerónimo dos S.Rosa,                            Sold.      C.A.R.
  • Augusto Carreira Santos,                     Sold.      C.A.R.
  • Adelino de S. Azevedo,                          Sold.      C.A.R,
  • Manuel F. P. Agostinho,                        Sold.      C.A.R.
  • Mário P. Santos,                                     Sold.     C.A.R.
  • António A. C.  R. V. Grichen,               Sold.     C.A.R.
  • António Cardoso Alves,                        Sold.     C.A.R.
  • António A. J. Ferreira,                         Sold.      Atirador
  • Aníbal S. P. Matos,                                Sold.     Atirador
  • José Guerreiro Nunes,                          Sold.     Aux. Cozinheiro
  • José Maria P. Carvalho,                       Sold.     Aux. Cozinheiro
  • António Augusto Rodrigues,                Sold.     Mec. Auto Rodas
  • João Agostinho Pereira,                        Sold.     Atirador
  • Agostinho O. Batista,                            Sold.     Atirador
  • Virgílio C. Pereira,                                Sold.     Atirador
  • Serafim J. F. Madeira,                          Sold.     Atirador
  • Manuel Reis da Silva,                           Sold.     Atirador
  • António Afonso Nunes,                         Sold.     Cozinheiro
  • António Nunes,                                      Sold.     Atirador
  • José Alberto da Fonseca,                      Sold.     Transmissões
  • Arsénio M. Pereira,                               Sold.     Transmissões
  • Reinaldo S. Pereira,                              Sold.     Transmissões
  • José de S. M. Júnior,                            Sold.      Transmissões
  • Rodrigo da Conceição Moura,            Sold.      Radiotelegrafista
  • Eduardo de Sousa Fernandes,            Sold.      Radiotelegrafista
  • Joaquim Francisco Firmino,               Sold.     Clarim
  • Carlos José Monteiro,                          Sold.     Clarim
  • Agostinho Domingos Correia,             Sold.     Atirador
  • António Fernando da S. Paço,             Sold.     Atirador
  • Augusto M. Victorino,                          Sold.     Atirador
  • António Marques Freitas,                    Sold.     Atirador
  • Francisco Ribeiro Vieira,                     Sold.     Atirador
  • António Brandão Martinho,                Sold.     Atirador
  • Adriano de Sousa Monteiro,                Sold.     Atirador
  • António Carlos Oliveira,                      Sold.     Atirador
  • Armando Inácio Pinto,                         Sold.     Atirador
  • Mário Fontes e Silva,                            Sold.     Atirador
  • Frutuoso Coelho Ribeiro,                     Sold.     Atirador
  • José Pereira Morais,                             Sold.     Atirador
  • Nelson Campos Ferreira,                     Sold.     Atirador
  • Fernando M.R. Gaspar,                       Sold.     Atirador
  • José da Silva Melo,                               Sold.     Atirador
  • Manuel F. da Silva Pereira,                  Sold.    Atirador
  • Augusto Lopes Coelho,                         Sold.    Atirador
  • Manuel Joaquim Oliveira,                   Sold.    Atirador
  • Manuel Martins Lopes,                        Sold.    Atirador
  • José Antunes dos Santos,                     Sold.     Atirador
  • Joaquim Rodrigues Pires,                    Sold.    Atirador
  • António M. S. Ribeiro,                         Sold.    Atirador
  • Lino Bernardo J. da Fraga,                 Sold.    Atirador
  • José Mário T. Pereira,                          Sold.    Atirador
  • José de Moura,                                      Sold.    Atirador
  • Domingos Ribeiro Teixeira,                 Sold.    Atirador
  • Silvino Fernandes Penedones,             Sold.    Atirador
  • Manuel José Gonçalves,                       Sold.    Atirador
  • Maximino Lourenço Vaz,                     Sold.    Atirador
  • António Monteiro de Magalhães,        Sold     Atirador
  • António Gonçalves Avelães,                 Sold.    Atirador
  • António Pires Alves,                             Sold.    Atirador
  • Domingos Afonso Barroso,                  Sold.    Atirador
  • Manuel Fernando Peixoto,                  Sold.    Atirador
  • Adelio Rodrigues de Sousa,                 Sold.    Atirador
  • Almerindo Azevedo Nogueira,            Sold.    Atirador
  • António Carvalho Pires,                      Sold.    Atirador
  • Francisco S. Vasconcelos,                    Sold.    Atirador
  • Manuel Cardoso Presa,                       Sold.    Atirador
  • José Saraiva de Oliveira,                     Sold.    Atirador
  • Joaquim da S. Correia,                       Sold.     Atirador
  • José Borges Martins,                           Sold.    Atirador
  • Pompeu Ribeiro da Costa,                  Sold.    Atirador
  • Arlindo Pinto Moreira,                       Sold.    Atirador
  • Armando Gonçalves Briga,                Sold.    Atirador
  • Carlos Fernandes,                               Sold.    Atirador
  • José Alberto G. Garcia,                      Sold.    Atirador
  • António José P. Vieira,                       Sold.    Atirador
  • José Acácio M. Pinto,                         Sold.    Atirador
  • Joaquim Martins,                               Sold.    Atirador
  • Armando Carvalho Alves,                 Sold.    Atirador
  • Carlos Gouveia,                                  Sold.    Atirador
  • Amândio P. Gomes,                            Sold.    Atirador
  • José Duarte dos Santos,                     Sold.    Atirador
  • Amadeu R. Ferreira,                          Sold.    Atirador
  • Manuel F. da Silva,                             Sold.    Atirador
  • Manuel O. Pinto,                                Sold.    Atirador
  • Joaquim S. Nogueira,                        Sold.    Atirador
  • José Ferreir de Melo,                         Sold.    Atirador
  • Adriano Ribeiro,                                Sold.    Atirador
  • José Augusto Lourenço,                    Sold.    Atirador
  • Nelson M. Rebelo,                              Sold.    Atirador
  • Norberto da Eira Braga,                   Sold.    Atirador
  • José de Almeida,                                Sold.    Atirador
  • Manuel M. Gonçalves,                      Sold.    Atirador
  • Mário Ferreira B. Torre,                  Sold.    Atirador
  • Silvino J. S. Machado,                      Sold.    Atirador
  • José da Silva Vieira,                          Sold.    Atirador
  • Fernando P. da Silva,                        Sold.    Atirador
  • Manuel Pereira Brandão,                 Sold.    Atirador